NA PONTA DO LÁPIS

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Como anda a saúde financeira da sua empresa? E o capital de giro está sendo calculado de maneira correta? São tantas perguntas que pairam na cabeça dos empresários, principalmente os de pequeno porte, que acabam ficando sobrecarregados e, dessa forma, tomam decisões erradas.

Há uma forma simples de se calcular o capital de giro, que resulta da diferença entre o seu ativo circulante (aplicações financeiras, caixa, bancos, contas a receber) e seu passivo circulante (contas a pagar, fornecedores, empréstimos de curto prazo).

NADA DE ERRO

Os principais erros cometidos pelas empresas, principalmente as de pequeno porte, estão relacionadas a falta de planejamento e provisão do fluxo de caixa.

Misturar contas de pessoa física com as da pessoa jurídica é outro grande passo para o insucesso. Pode-se até levar a empresa à falência.

Outro ponto negligenciado que compromete o capital de giro é o descuido com o excesso de compras, quando a empresa é pequena, ela se torna mais vulnerável à realizar compras maiores a fim de conseguir mais descontos com o objetivo de gerar mais lucro.

Para se aproveitar de boas condições comerciais e não comprometer o capital de giro, estabeleça um bom planejamento comercial e garanta que as vendas realmente aconteçam.

SEMPRE NA LINHA

É necessário ter tudo documentado, além disso, ter todo o conhecimento do fluxo de caixa e do ciclo financeiro do seu negócio e, por fim, sempre tentar reduzir e manter os custos e despesas extras.

ANTECIPAR PODE AJUDAR

Antecipar recebíveis é uma boa alternativa para restabelecer o caixa da empresa e não atrasar pagamentos em uma necessidade pontual.

Ao antecipar recebíveis, são descontadas alíquotas da transição que variam conforme cada instituição financeira. Ela tem o mesmo efeito que dar desconto à vista, vale lembrar que a cada 10% de desconto na venda, impõe, em média, a necessidade de aumentar o volume de vendas em 33% para que o lucro seja o mesmo.

NÃO CONFUNDA

É muito comum as empresas confundirem gastos com investimentos: reformas, estoque, compras de softwares, carros, uma nova sede com despesas operacionais da empresa. Esse equívoco faz com que o empresário perca o foco na gestão do negócio por “misturar” coisas diferentes para a tomada de decisão.

Ter caixa é uma coisa completamente diferente de ter capacidade de gerar caixa. Ter caixa negativo é sinal de excesso de estoque, prazo médio de pagamento menor que o prazo médio de recebimento e baixa capacidade de gerar caixa.

Para ter sucesso no negócio, é fundamental ao pequeno empresário ter o mesmo modelo de gestão das grandes empresas, o que é perfeitamente aplicável, com a vantagem de ser muito mais rápido de ser implantado.

Fonte: Revista Gestão & Negócios – Edição 102

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